
O Vice-Presidente Iveco para as plataformas de veículos médios e pesados, Sam Burman, apresentou um documento intitulado 'Veículos comerciais do futuro amigos do ambiente' no evento 'VDA International Press Workshop' realizado como habitualmente em Frankfurt na antecâmara da realização do Salão Internacional do Veículo Comercial IAA que terá lugar em Hannover nos dias 23 a 30 de Setembro.
A mensagem chave passada por Sam Burman relacionou-se com a necessidade de criar regulamentação com base técnica e científica, apoiada por profundos estudos de impacto ambiental, em que se defina o caminho que o transporte rodoviário deve seguir para reduzir as emissões de CO2.
Uma política industrial europeia comum foi exigida para que desta forma os departamentos de Pesquisa & Desenvolvimento (R&D) tracem prioridades no seu trabalho e todas as ideias sejam centralizadas numa política única, ao invés de cada Estado-membro levar a cabo iniciativas que podem satisfazer os interesses nacionais, mas resultam em distorções do mercado.
Adicionalmente, a questão da baixa taxa de renovação de frotas faz com que exista um número desproporcionalmente grande de veículos antigos ainda em utilização, não levando à sociedade os enormes benefícios em termos de redução de poluição e consumo de combustível que os novos modelos oferecem. Como parte desta política industrial europeia, os incentivos à compra são uma forma de levar as tecnologias inovadoras rapidamente para os utilizadores, pelo que deveriam ser introduzidos a nível europeu.
A verdade é que nenhuma nova tecnologia de motorização é capaz de disponibilizar uma carga útil semelhante a um equivalente diesel, o que acaba por colocar essas novas soluções em desvantagem em termos de frotas, apesar das suas evidentes vantagens na protecção do ambiente.
Foi feita referência a uma iniciativa levada a cabo pelas autoridades francesas para retirar o peso das baterias dos veículos eléctricos e híbridos e também dos depósitos de gás dos modelos movidos a gás natural, das contas da tara do veículo para efeitos de homologação, removendo assim o principal obstáculo para a compra. Tais desenvolvimentos legislativos estão igualmente a ser estudados em Espanha e em Itália, mas será necessária uma acção a nível europeu.
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